Home Brasil “GOVERNO TRUMP EXPÕE SEGREDOS MILITARES EM ESCÂNDALO CHOCANTE COM JORNALISTA!”

“GOVERNO TRUMP EXPÕE SEGREDOS MILITARES EM ESCÂNDALO CHOCANTE COM JORNALISTA!”

por James Joshua

TrumpUm editor de revista foi inadvertidamente adicionado a um grupo de mensagens que incluía altos funcionários da Casa Branca. Neste grupo, os participantes discutiam estratégias de ataques contra os rebeldes no Iêmen. A Casa Branca confirmou, nesta segunda-feira (24/03), que um jornalista foi incluído por engano em uma conversa onde eram abordados planos militares sigilosos dos Estados Unidos durante o governo de Trump.

Em uma matéria, o editor-chefe da revista The Atlantic revelou que, devido a esse erro, teve conhecimento antecipado sobre a intenção das forças americanas de realizar ataques contra os houthis, grupo rebelde no Iêmen.

O editor relatou que, no início, não conseguia acreditar que estava recebendo mensagens de pessoas em posições altas no governo, como o secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o vice-presidente, JD Vance.

Ele contou que a história começou no dia 11 de março, quando recebeu uma solicitação no aplicativo Signal de um usuário identificado como Michael Waltz – o nome do conselheiro de Segurança Nacional de Trump. Dois dias depois, esse contato o incluiu em um grupo fechado no Signal.

Dentro do grupo, as mensagens continham planos militares para atacar os houthis do Iêmen, que são aliados do Hamas e recebem apoio do Irã. Desde que a guerra na Faixa de Gaza recomeçou em 2023, os houthis começaram a disparar mísseis contra Israel e rotas marítimas internacionais no Mar Vermelho.

O jornalista expressou ceticismo em relação à autenticidade das mensagens, acreditando que a Casa Branca utilizaria um meio de comunicação mais seguro para compartilhar informações sensíveis. “Era difícil imaginar que o conselheiro de Segurança Nacional do presidente se comportasse de maneira tão irresponsável a ponto de incluir o editor-chefe da The Atlantic em diálogos com figuras tão importantes do governo, inclusive o vice-presidente”, afirmou Goldberg.

Ele passou a acreditar que as mensagens eram verdadeiras apenas quando os ataques de porta-aviões americanos a alvos houthis começaram. Em 15 de março, os EUA atacaram posições dos rebeldes no Iêmen.

Na matéria, ele revelou que teve acesso a todos os detalhes da operação com horas de antecedência. “Após chegar a essa conclusão, que parecia quase inacreditável algumas horas antes, decidi sair do grupo Signal”, disse ele.

Na segunda-feira, Brian Hughes, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, afirmou que os conteúdos apresentados pareciam autênticos e que estavam sendo investigadas as circunstâncias que levaram à inclusão inadvertida do número no grupo de mensagens.

As mensagens do grupo não foram divulgadas na matéria de Goldberg, pois “as informações contidas nelas, se tivessem sido acessadas por adversários dos Estados Unidos, poderiam ter comprometido soldados e agentes de inteligência americanos, especialmente no Oriente Médio”.

Goldberg também destacou que o aplicativo Signal não é um meio oficial do governo dos EUA para a troca de informações confidenciais e que a Casa Branca possui seus próprios sistemas para esse fim.

Conforme a reportagem, Michael Waltz e os outros membros do grupo podem ter infringido diversas leis, incluindo a Lei de Espionagem de 1917, que pune quem expõe informações sensíveis à segurança nacional.

Após a revelação do incidente, membros da oposição democrata criticaram a administração de Trump.

“Se os republicanos da Câmara não investigarem imediatamente como isso aconteceu, eu pessoalmente o farei,” postou na rede X o deputado democrata Pat Ryan.

A senadora democrata Elizabeth Warren descreveu o episódio como “flagrantemente ilegal e extremamente perigoso”.

“Quais outras discussões sobre segurança nacional altamente confidenciais estão ocorrendo em grupos de mensagens? Alguma outra pessoa aleatória foi adicionada a essas conversas?” questionou ela.

Fonte: Noticia Internacional

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